Mystery of beauty
Este políptico é um ensaio fotográfico sobre a reflexão de um dos versos do livro "Ignorânças" de Manoel de Barros - "A minha independência tem algemas". A escolha de separar este verso do poema do poeta brasileiro e o descontextualizar é pela beleza metáforica na permanente associação/relação que a independência e o possível "aprisionamento" (algemas), pode indiciar. É uma pura provocação. O ter algemas ilude para a tentativa de descoberta do porquê, e isso é belo. "Sou independente mas tenho algemas, logo primáriamente estou preso", é uma premissa!. Mas será que é isto que o poeta quis dizer? As fotografias aqui apresentadas são também uma metáfora. A ligação entre imagens provoca para um final sem fim. O ser independente existe para confundir e, ou tornar a independência psicológica dependente das imagens? As imagens ligam à liberdade e à independência ou a uma submissão? Ou a nenhuma delas?
A respiração sente-se e sem ilusões mágicas, o malabarismo é delicioso. Contemplo apenas. Num súbito mistério insolucionável e solúvel. Sorrio.
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